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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

PERSONALIDADE


Era uma vez uma pessoa desprovida de personalidade.
Um dia ela estava tão encapada com as idéias de outras pessoas.
Estava tão cheia de opinião dos outros e tão vazia de si mesma
Que quis fazer com os outros o que fizeram a ela.
Dizia a eles como cada um deveria ser,
Tentando viver sua personalidade na personalidade de outros!

Quem cuida da vida do próximo certamente acha que a vida é sua,
Sua personalidade se perdeu
E assim busca impô-la no rosto de outros!


(Moisés Wesley)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ESTAÇÃO



Sentado no banco da estação do metrô

Observo a movimentação das pessoas

Quantas pessoas indo e quantas vindo

Quantos destinos diferentes

Rostos diferentes

Histórias diferentes

Vidas diferentes.


De todas essas pessoas

Sei tanto delas quanto elas sabem de mim:

Nada!

São muitos estilos, comportamentos

Como saberia?


Por diversas vezes me vi sozinho

E por isso tracei objetivos individuais

Mas agora, olhando essas pessoas,

Eu me pergunto:

Algum objetivo meu não estaria prejudicando

Um objetivo alheio?

Este meu objetivo é mesmo necessário?

É mais importante do que os objetivos

Dessas outras pessoas?


Será que elas me percebem como eu as percebo agora?

Será que me vêem sentado neste banco?

Será que elas pensam em relação a mim

Da mesma maneira que eu penso em relação a elas?


Só agora, depois de observá-las bem,

Percebi o quão cego eu estava

Como eu pude, diante de tantas pessoas,

Não me lembrar delas

E só me lembrar de mim?


Agora, sentado no banco da estação

Esqueço de mim

E me preocupo com elas

E como sinal que as percebo

Abro um sorriso

E como resposta eu recebo a indiferença.


Insisto em sorrir para cada pessoa que passa

E a resposta é a mesma

Ora, quem pode culpá-las?

Não as percebi durante muito tempo

Por que elas me perceberiam?


Uma criança me percebe

E com o sorriso mais doce

Faz valer o meu esforço

Para perceber e ser percebido.


Para minha surpresa ela se aproximou

E disse bem próximo ao meu ouvido:

“Eu sei o que você está fazendo,

Não desista, comigo acontece a mesma coisa,

Mas eu continuo a sorrir”


Sua mãe se aproxima e diz:

“Só me faltava essa,

Além de sorrir à toa

Ainda conversa sozinha”

E eu, sentado no banco da estação,

Continuo a sorrir...

(Moisés Wesley)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

REFLEXÃO


O hoje se tornará o ontem,

O futuro será passado.

O passado foi presente, foi futuro.


Porém, tudo é confuso

Será que as coisas realmente mudam?

Talvez nem existam mudanças,

O que se vê é apenas a repetição da história,

Que não vivemos apenas a encenamos.


O que se vê é que o confuso

É permanente

E o questionamento é iminente.


Somos tudo e nada,

Realidade e ilusão,

Somos uma contradição,

Somos uma fusão.


Os sonhos dão sentido à vida,

A vida é um risco de ganhar e de perder,

Mas vale arriscar e perder

A se reservar e, no tempo, se esquecer

Deixando de viver.


Somos pó misturado com água,

Transformados em massa endurecida.

Somos vulneráveis ao tempo,

Deterioramo-nos,

Transformamo-nos.


Mas de um jeito ou outro,

Evoluímos,

E um futuro nos espera

Vivemos numa esfera

Que nos deixa tontos.


Olhamos para frente,

Sempre nos arriscamos

Porque fazemos o que queremos

E fazemos o que não queremos

Mas o importante é que vivemos

E a realidade modificamos.


Somos fracos,

Mas pensamos,

O que não é sinônimo de usar a razão,

E que sentido terá,

Quando descobrirmos que a nossa verdade não há?


(Moisés Wesley)


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Em Branco



Era apenas uma grande folha branca
tão branca que até seria crime sujá-la.
Fiquei então a fitar
a pureza daquele vazio.
Imaginei as linhas que poderiam existir ali.
Vi desenhos dançando na neve
tinha uma noiva casando
e um preguiçoso tigre branco.
Mas e se caísse uma gota vermelha?
Então um rio de sangue jorrou
e foi cortado por uma rosa vermelha
cujas pétalas formavam um lindo coração.
Mas e se não fosse folha de desenho?
E se fosse um papel de carta?
Que tipo de coisa escreveria?
As saudades que uma mãe tem de sua filha
uma conversa secreta entre duas amigas
um amor que estava por se declarar
uma página de diário, talvez.
Não sei. Não sei.
É só que toda aquela brancura, me fez sentir-me solitária
e quando percebi já tinha a profanado.
Escrevi sem me dar conta:
"Não se preocupe mais,
finalmente eu
Voltei."

Alanna

Não só eu, mas o Moisés também.
;)

quinta-feira, 10 de março de 2011

NÓS

Olá! Em primeiro lugar, peço desculpas pela minha ausência prolongada (tem acontecido algumas coisas ultimamente em minha vida que tem exigido uma atenção especial da minha parte - mas fiquem tranqüilos por que é só coisa boa, rsrsrs). Em segundo lugar gostaria de falar rapidinho sobre esse poema: o poema NÓS é uma resposta a outro poema que eu postei há algum tempo (BUSCA), portanto, para entendê-lo é interessante que leiam o poema BUSCA (coloquei em forma de link para encontrarem mais fácil, é só clicar no nome BUSCA em azul).

Bom, é isso! Espero que gostem! ^^


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Você pegou minha mão e me conduziu por um caminho só nosso!

E tudo ficou diferente,

A sensação foi única!

Eu costumava ler e escrever poemas,

Agora,com você, eu os vivo!


O silêncio canta e só nós podemos ouvi-lo!

Cada abraço,cada carícia é nossa dança.

A nossa música não foi feita em linguagem comum,

A melodia foi elaborada só para nós,

Só nós a entendemos, só nós a escutamos!


Quando meus olhos,cegados pelas ilusões,

Encontraram a luz dos seus olhos,

Finalmente,a solidão se dissipou,

Os anjos repuseram a tinta

E a história de amor está sendo novamente escrita!


Quando nos vemos

Sentimentos indescritíveis surgem

E a felicidade transborda dos nossos olhares

Descendo por nossas faces!


Nós já nos despedimos uma vez:

Quando o lógico era tão irracional mesmo assim o seguimos.

Você partiu e eu permaneci.

Finalmente de volta,

Você se mostra tal como é.


Realidades paralelas são criadas

E já não se sabe quais são devaneios

E qual é a verdadeira realidade!

Mas para nós já não importa saber.


Cada momento é um conjunto de muitos outros.

Você me inspira

E poetizar é como dialogar;é simples assim.


Saem versos de minha boca

Como os mais belos cânticos saem dos bicos dos pássaros.

E tudo ao seu redor é tão esplendorosamente sonoro!


Enfim,encontrei o amor!

Continuo a escrever em papel tipo sonho,

Mas agora com tinta cor contentamento,

Usando fonte felicidade,

Meu grande amor,diante de mim finalmente está!


(Moisés Wesley)


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Dedicado à Fabianne



domingo, 5 de dezembro de 2010

Pára


que merda, garoto!
pára de me atormentar com esses olhos
pára de me irritar
de me oferecer esse sorriso
e me encher de carinho.
sério, pára.
porque eu estou gostando
e isso pode virar um problema.

Alanna


Nossa... estou com problemas em postar imagens. Elas ficam esticadas e enormes e feias e eu não sei porquê! No meu outro blog não tá dando esse erro, só aqui e só comigo. Se alguém souber como arrumar eu aceito ajuda, tá?
Paz.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Faz de Conta

Que maldade a sua,
me conquistar assim e depois ir embora
sem nem me dá o gosto dessa brincadeira.


E que tolice a minha,
me deixar me apaixonar assim,
mesmo sabendo que era tudo faz-de-conta.


Alanna Correia

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Agosto


Ah, Agosto!
Quando vais acabar?
Há dois dias o dia 31 passou
e tu ainda insistes em nos acompanhar!

O céu, um azul tão sem nuvens
As plantas, um verde tão ressecado
A poeira, um vermelho tão solto
que caem em nossos olhos como se nos quisesse cegar.

E tu não queres acabar, Agosto!

Com este ar tão pesado
Que só respiro por falta de boas opções,
Com este Sol tão ardente
Que sem piedade racha o chão,
Os sapatos, a pele, os pulmões.

Ai, Agosto, vês se passa.
Vá logo embora chamar
A menina do final de Setembro
Que vem com suas gotas nos animar,
Nos regar,
Nos ressuscitar.

Vá, Agosto, vá embora
e deixa a Chuva voltar,
pois neste sertão de aço e concreto
até os Ipês já cansaram de esperar.

Alanna Correia

DF - 2 de Setembro de 2010 - 16:37
temperatura: 29°C
umidade relativa do ar: 18%
(e tem gente que não entende porque está cansativo respirar...)
^.^

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Se eles soubessem...

Se aquela garota soubesse a força que o sorriso dela tem...
Ela nunca pararia de sorrir.

Se aquele senhor soubesse a força que os conselhos dele têm...
Ele nunca se calaria.

Se aquela criança soubesse a força que as mãos dela têm...
Ela nunca largaria outras mãos.

Se aquele homem soubesse a força que o brilho dos olhos dele tem...
Ele nunca os fecharia.

Se aquela mãe soubesse a força que o carinho que ela oferece tem...
Ela nunca pararia de afagar.

Se aquele pai soubesse a força que a presença dele tem...
Ele nunca sairia de perto,
nunca fecharia os olhos,
nunca se calaria,
nunca largaria outra mão,
nunca pararia de sorrir,
nunca pararia de afagar.

Se aquele pai soubesse o quanto ele é importante, grande e especial...
Se ele soubesse o quanto é amado...
Ele não teria mais medo de errar, nem de pedir perdão.


Feliz dia dos Pais (atrasado).

Alanna Correia

terça-feira, 20 de abril de 2010

Antíteses

Já sinto a frieza a circular-me
O espaço vazio que ficou quando tu foste embora
O ar que levou contigo quando partiu
O silêncio insuportável que se instaurou ao derredor

Os sorrisos que desabrocharam tornaram-se pranto
E a companhia em solidão
Aquele que arranca o fardo de teus ombros
É o mesmo quem o colocou sobre ti

O sonho que se tornou pesadelo no momento mais doce
Aquele mesmo sonho que te fez repousar tranqüilo
Transformou-se na tua tormenta noturna
E te fez, assustado, despertar...

Despertar para o nascer do sol,
Para o tinir dos rios e a doçura das flores
Para a graciosa e gélida neve que
Te acalma a alma e te congela o corpo.

O sim e o não
O ir e o vir
O respirar e o afogar-se
O falar e o silenciar.

Diante de tais palavras nada me restou, mais uma vez, além do silencio.

Desculpa.


Alanna Correia

domingo, 31 de janeiro de 2010

Eu, Modo Subjuntivo


Eu sou Modo Subjuntivo


Presente
Pretérito Imperfeito
Futuro mais que incerto
toda cheia de conjunções.
Eu não sei
mas o Presente pode ser que aconteça.
Pode ser que eu ande
Eu tento, pelo menos, mesmo sem saber
exatamente para onde.
Seria bom se no Pretérito Imperfeito acontecesse
tudo do jeito que se gostaria
mas mesmo sobre aquilo que já passou
não ouso afirmar certeza, afinal
se eu andasse um pouco mais...
E mesmo o de todos mais incerto
quando eu no Futuro andar melhor
aí não esperarei mais acontecer
eu apenas acontecerei
E no conjugar dessa vida gramática
sairei, em parte, desse Modo Subjuntivo
e poderei afirmar
Eu, agora, sou mais Modo Indicativo
do que toda Subjuntivo.

Alanna Correia


Dei uma de Moisés e postei um poema. ^.^