terça-feira, 20 de abril de 2010
Antíteses
sexta-feira, 9 de abril de 2010
A MENINA

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É a mesma menina que habita meu coração
E que visita constantemente meus pensamentos
Tão presente no imaginário e ainda não a conheço como gostaria.
Desejo conhecê-la em cada ato seu,
Cada adjetivo intrínseco que lhe pertença
Desejo conhecer seus maiores anseios
E seus menores planos.
Quero descobrir suas incertezas
E amenizar suas dores
Desejo conhecer intimamente seu eu,
Lírico ou real, sua essência literária
Com licença poética ou não.
Desejo conhecer a menina que também vive nela
E apresentar o menino que vive em mim
Vê-los brincar inocentemente,
Tão sublime momento seria!
Desejo ainda mais;
Desejo que me conheça
Que me entenda
Anseio que esteja comigo
Sei que estar ao seu lado será um eterno aprendizado!
Desejo, ainda mais,
Que me permita conhecê-la
Que não me deixe à parte
Desejo sermos um só
Não quero apenar ser residência, também quero residir
Quero compartilhar os mais sinceros sentimentos!
Oh, menina dos meus olhos!
Será possível (algum dia)
Estarmos juntos em um mesmo olhar?
(Moisés Wesley)

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Este poema é dedicado àquela que também é conhecida como La Niña. Aliás, daí a origem do título deste poema.
P.S: observem bem as imagens para perceber o que elas trazem!
sábado, 3 de abril de 2010
Febre
sábado, 27 de março de 2010
NÃO HÁ MAIS PROXIMIDADE
Não consegui impedir
A proximidade se distanciou
Eu assumi todos os riscos
Já sabia o que poderia acontecer.
Tudo agora não passa
De mera formalidade
Histórias aleatórias
Histórias sem importância
Todas muito bem dialogadas
Significantemente insignificantes
Tudo muito normalmente anormal.
Expectativas criadas
São expectativas jogadas ao vento
Sempre me envolvo na ilusão de que elas voltarão
Mas a estatística me diz
Que a maioria delas não vingará.
Faz parte da essência do poeta romântico
Insistir em situações,
Amores, idéias
Que não lhe trazem reciprocidade
Cada gota de esperança,
Por menor que seja (e mesmo que criada por ele),
Alimenta sua vontade de insistir.
Quero mesmo insistir,
Faz parte de mim
E não me abrando
Ao ver algumas expectativas perdidas
Estou realmente interessado naquelas que retornaram.
Anseio que mais uma vez
A proximidade esteja próxima
Tão intima e intensa
Que não possa mais partir
Entre tantas expectativas,
Por hora, esta é a maior delas.
(Moisés Wesley)
quarta-feira, 24 de março de 2010
Desculpa
domingo, 14 de março de 2010
NOBRE SILÊNCIO (?)
Porém, talvez o que eu mais goste deste mês é o fato de que foi nele que uma das criaturas mais belas que já conheci nasceu. Não sei se a primavera a deixa mais bela ou é ela que faz da primavera uma estação tão especial para mim. E foi nesta estação do ano que percebi o quanto estava ligado a ela.
O fato é que nunca falei o quanto ela significa e talvez eu nunca fale. Sempre que a vejo os sintomas são inevitáveis: meu coração acelera e tenho a sensação de que ele vai saltar pela boca, minhas mãos suam e tenho a impressão de que minhas pernas perdem levemente a firmeza, meus olhos dilatam e brilham, tento disfarçar não olhando fixamente para ela, mas meus olhos me traem e não me obedecem.
Não nos vemos e tampouco nos falamos freqüentemente. Meus amigos me perguntam como é possível, por que eu gosto tanto de alguém que passo tanto tempo sem nenhum contato.
Já pensei em diversas respostas e a verdade é que não há resposta. Quem pode explicar como os sentimentos surgem e como conseguem permanecer?
Mas se eu fosse arriscar um palpite, eu diria que isso se deve a ela. Ela é o tipo de pessoa que você passa um curto período de tempo e já quer transformar este momento em eterno, ela passa a ser tão freqüente no imaginário que, mesmo nos dias que está ausente, ela ainda sim parece presente! Ela vem de maneira tão suave, tão leve, tão doce, tão natural que não é possível perceber o processo, apenas o resultado do seu jeito gentil de ser!
Alguns já me perguntaram por que hesito tanto. E eu invento que é por que... Por que... Por que não é o momento certo, por que não quero assustá-la, por que estou me aproximando aos poucos...
A verdade mesmo é que tenho receio, e não sei quando e nem como ele se instalou, mas ele está tão fincado que já é capaz de bloquear minhas palavras e ações e sempre que aparece a oportunidade eu permaneço inerte enquanto ela se esvai entre meus dedos!
A verdade é que tenho medo de afastá-la de mim, de perder o bom relacionamento que estabelecemos, de perder a nossa amizade. Tenho medo de dizer o que sinto, tenho medo do que possa acontecer. Sei que é um medo tão tolo que chego a sentir embaraço por tê-lo!
Sei que talvez o silêncio não seja a melhor atitude, mas, por hora, me parece ser a única opção!
Enquanto isso, meus mais sinceros sentimentos estarão guardados no mais profundo nobre silêncio. Aliás, será mesmo nobre?
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Outro dia a Alanna postou um poema e na ocasião eu brinquei dizendo que qualquer dia eu postaria uma prosa. Bom, depois de um tempo considerável consegui escrever uma. Espero que gostem!
P.S: As idéias contidas no texto não representam necessariamente a opinião do autor, (eu sempre quis dizer isso! rsrsrs) ou talvez representem. Quem sabe? kkkkkk






