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terça-feira, 23 de agosto de 2011

DESCONHECIDA

Esse é bem antigo, se não foi o primeiro que escrevi, foi um dos primeiros. Nem era um adolescente direito. Peço desculpas pelo escrita simplista. rsrsrs

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Ela passou perto de mim

Seu perfume era de jasmim.


Bela como a alvorada

Deixou minha mente abalada.


Ela, com um simples olhar, me conquistou

E minha vida, um novo rumo tomou.


Com seu jeito meigo de ser

Deu-me um novo sentido para viver.


E assim foi me ganhando

E a cada dia meu amor por ela foi aumentando.


Porque no amor as coisas transcorrem sem nem sequer perceber

Quando nos damos conta, já temos um novo querer.


Difícil é quando o novo amor ali está

E nem percebe que você com ele deseja ficar.


Não há tortura sentimental maior

Quando ela nem percebe que você existe

E a cada dia que passa a vida fica mais triste

E o coração cada vez pior.



(Moisés Wesley)


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pesadelos


Meia noite

Joaquim olhava o relógio nervoso. Ele ainda não sabia dizer as horas, mas sabia que quando os ponteiros se uniam apontando para cima todo o barulho recomeçava. Sua mãe sempre o colocava para dormir pouco depois do jornal passar na tevê. Ela dizia que era para ele trancar a porta e não abrir, mesmo se o pai mandasse. Era melhor que ele dormisse. Mas Joaquim nunca conseguia dormir. Ele sempre esperava os gritos passarem para destrancar a porta, sair na ponta dos pés e ajudar a mãe a se levantar. Normalmente ela sempre acabava no chão. Ele não sabia porque era sempre assim. Ele queria ajudar a mãe, protegê-la. Ela não era de brigas, mas sempre apanhava calada por motivos que Joaquim nunca entendia.
Uma vez o pai tentou abrir a porta do quarto de Joaquim. Esmurrou a porta, gritou até que o menino a abriu. A mãe estava atrás do pai e quando viu a porta se abrindo se jogou na frente do filho e bateu a porta com força. Foi a primeira vez que ela gritou, "Fecha a porta, menino! Deixa trancada e vai dormir!". Ele fechou a porta correndo e ouviu muitas pancadas e gemidos do lado de fora. Horas depois, o pai foi dormir e Joaquim saiu do quarto para cuidar da mãe caída no chão. As roupas dela estavam rasgadas e espalhadas pela casa. Seu rosto estava tão feio quanto os rostos que apareciam nos pesadelos do menino. Tinha muita coisa vermelha e ele não lembrava de quando haviam pintado os móveis daquele jeito. Ao se aproximar da mãe, ela pegou em sua mão e sorriu como se tudo estivesse normal. Depois daquela noite ele nunca mais abriu a porta. Mas nem por isso as coisas se acalmaram. A rotina noturna se repetia quase todos os dias.
Só que hoje era diferente. Pela manhã, enquanto o pai dormia e a mãe estava fazendo o café, Joaquim se esbeirou pelas paredes até o quarto dos pais. Outro dia ele tinha visto lá dentro do guarda-roupas e foi quando teve a ideia. Mamãe nunca mais ia pedir que ele ficasse trancado no quarto. E ele mesmo nunca mais ia deixar que mamãe se machucasse tanto. Ele pegou a caixa e saiu correndo para o quarto. Guardou tudo junto com as meias limpas e foi para a escola. O dia passou rápido e logo chegou a noite. O jornal terminou e a mãe deu a ordem de sempre. Obediente, Joaquim se trancou no quarto e ficou esperando os ponteiros do relógio se unirem apontando para o teto. Logo logo papai chegaria. O pesadelo era pontual. O menino correu para a porta e ficou espiando pela fechadura. Papai não demorou. Chegou jogando uma garrafa nos pés da mamãe, que levantou e foi para a cozinha. Papai sentou em frente a tevê e quando mamãe trouxe a comida, ele jogou o prato no rosto dela e a puxou pelos cabelos arrastando-a pela sala. Joaquim foi até as meias abriu a caixa que roubara do quarto dos pais pela manhã e voltou a espiar. Mamãe continuava no chão e papai estava por cima dela segurando a garrafa que ele havia quebrado logo chegara. O menino destrancou a porta e ela rangiu ao ser aberta por suas pequenas mãos. Papai e mamãe se viraram para ele e ele sentiu medo. Papai parecia um monstro e mamãe trazia pânico nos olhos. "Joaquim volta pro quarto!", mamãe gritava. Papai se levantou e perguntou se o filho também queria brincar. Ele largou a mãe e foi em direção ao filho. Joaquim fechou os olhos e disparou. Papai caiu de joelhos e depois deitou no chão imóvel. Mamãe se levantou correndo, tomou o revólver da mão do filho e os dois se trancaram no quarto.
Mamãe não estava feliz. Ele fez tudo pensando nela, mas ela não parecia satisfeita. Ela pegou uma mala em cima do guarda-roupas encheu de algumas coisas e puxou o filho pela mão para fora da casa. "Mamãe, agora está tudo bem", ele pensava. "O que você fez, menino?", ela dizia sussurrando.
Eles saíram de casa correndo e ela jogou o revólver em um riacho no meio da estrada. Nesse dia entraram em um ônibus e fizeram um passeio de dois dias. A mãe chorava o tempo todo e fez o filho acreditar que tudo tinha sido só um pesadelo.
"Papai ficou em casa e a gente está indo embora. Você ficou dormindo até tarde e agora a gente vai morar em outra casa. Foi tudo um pesadelo e você está proibido de tocar nesse assunto de novo. Você sempre foi um bom menino, Joaquim...".
Mamãe dizia que tinha sido um sonho ruim, mas sonho ruim mesmo eram aqueles das outras noites. Com o tempo ele já não sabia mais se tinha sido verdade ou um pesadelo mesmo. O fato é que Joaquim nunca mais viu papai e nunca mais sentiu medo das setas do relógio apontando para o teto.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

ATÉ MAIS, MINHAS QUERIDAS...

Como disse a Alanna, estamos de volta. \o/

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Mais uma vez vocês se vão deixando um grande vazio!

Por que sempre fazem isso comigo?


Me sinto tão bem quando estão presentes.

Demoram tanto para chegar

E partem tão repentinamente!


Às vezes, dói tanto quando não estão aqui!

O sofrimento cresce inversamente proporcional a sua vinda!


Momentos tão lindos, tão felizes nós sempre passamos juntos

Mas vocês, sem nenhum remorso, constantemente me deixam!


Enquanto vocês se ausentam

Eu fico aqui usando a lembrança de nossos encontros

Como sustentação até vocês voltarem!


Ah, mal se foram e eu já sinto saudades!

Tudo bem, eu já deveria estar acostumado.


Vão, minhas queridas...

Eu fico aqui, sem vocês.

Suportarei, pois sei que vão voltar, vocês sempre voltam.


Até mais, minhas queridas...

... minhas queridas férias!


(Moisés Wesley)


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Minhas aulas recomeçaram hoje, então, só para descontrair, escrevi esse poema. rsrsrs



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Em Branco



Era apenas uma grande folha branca
tão branca que até seria crime sujá-la.
Fiquei então a fitar
a pureza daquele vazio.
Imaginei as linhas que poderiam existir ali.
Vi desenhos dançando na neve
tinha uma noiva casando
e um preguiçoso tigre branco.
Mas e se caísse uma gota vermelha?
Então um rio de sangue jorrou
e foi cortado por uma rosa vermelha
cujas pétalas formavam um lindo coração.
Mas e se não fosse folha de desenho?
E se fosse um papel de carta?
Que tipo de coisa escreveria?
As saudades que uma mãe tem de sua filha
uma conversa secreta entre duas amigas
um amor que estava por se declarar
uma página de diário, talvez.
Não sei. Não sei.
É só que toda aquela brancura, me fez sentir-me solitária
e quando percebi já tinha a profanado.
Escrevi sem me dar conta:
"Não se preocupe mais,
finalmente eu
Voltei."

Alanna

Não só eu, mas o Moisés também.
;)

quinta-feira, 10 de março de 2011

NÓS

Olá! Em primeiro lugar, peço desculpas pela minha ausência prolongada (tem acontecido algumas coisas ultimamente em minha vida que tem exigido uma atenção especial da minha parte - mas fiquem tranqüilos por que é só coisa boa, rsrsrs). Em segundo lugar gostaria de falar rapidinho sobre esse poema: o poema NÓS é uma resposta a outro poema que eu postei há algum tempo (BUSCA), portanto, para entendê-lo é interessante que leiam o poema BUSCA (coloquei em forma de link para encontrarem mais fácil, é só clicar no nome BUSCA em azul).

Bom, é isso! Espero que gostem! ^^


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Você pegou minha mão e me conduziu por um caminho só nosso!

E tudo ficou diferente,

A sensação foi única!

Eu costumava ler e escrever poemas,

Agora,com você, eu os vivo!


O silêncio canta e só nós podemos ouvi-lo!

Cada abraço,cada carícia é nossa dança.

A nossa música não foi feita em linguagem comum,

A melodia foi elaborada só para nós,

Só nós a entendemos, só nós a escutamos!


Quando meus olhos,cegados pelas ilusões,

Encontraram a luz dos seus olhos,

Finalmente,a solidão se dissipou,

Os anjos repuseram a tinta

E a história de amor está sendo novamente escrita!


Quando nos vemos

Sentimentos indescritíveis surgem

E a felicidade transborda dos nossos olhares

Descendo por nossas faces!


Nós já nos despedimos uma vez:

Quando o lógico era tão irracional mesmo assim o seguimos.

Você partiu e eu permaneci.

Finalmente de volta,

Você se mostra tal como é.


Realidades paralelas são criadas

E já não se sabe quais são devaneios

E qual é a verdadeira realidade!

Mas para nós já não importa saber.


Cada momento é um conjunto de muitos outros.

Você me inspira

E poetizar é como dialogar;é simples assim.


Saem versos de minha boca

Como os mais belos cânticos saem dos bicos dos pássaros.

E tudo ao seu redor é tão esplendorosamente sonoro!


Enfim,encontrei o amor!

Continuo a escrever em papel tipo sonho,

Mas agora com tinta cor contentamento,

Usando fonte felicidade,

Meu grande amor,diante de mim finalmente está!


(Moisés Wesley)


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Dedicado à Fabianne



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Nos Olhos


- Por que você está me olhando assim?
- Estou vendo seus olhos.
- Claro! Porque eles são muito bonitos. Castanhos exatamente como o de todo mundo.
- E olho por acaso tem só cor?
- E tem o que mais? Para com isso!
- Deixa eu continuar olhando.
- Não! Me diz o que você está vendo!
- Eu só estou tentando ver se eu estou dentro dos seus olhos... do mesmo jeito que você está dentro dos meus.

Alanna Correia


Acho que esse blog me odeia. Sério. Não entendo porque as imagens estão ficando assim gigantes! Eu já fiz de tuuuudo para elas ficarem pequenas, mas não funciona. ¬.¬'
E só dá erro aqui no Nobre. Nos outros ficam bem certinhas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

INVERSO




Quando tu te importares

Com meus atos,

Já tão fadigados pela minha insistência em executá-los,

Então serei eu que ignorarei,

Que não mais farei a menor questão!


Haverá um momento

Em que teus valores se tornarão meus

E os meus valores serão teus.


O fútil será importante

E o essencial virará banal.


Com a mesma medida que tu pesas

Com ela também serás pesada.


Quando arrepender-te,

Quando notares o que realmente te importa,

O Descaso te responderá!



(Moisés Wesley)