sábado, 24 de novembro de 2012
Post-it
Colado como se fosse um lembrete,
uma nota de escritório, algo mais ou menos importante
e certamente inesquecível.
Tinha um poema escrito em um post-it
em cima da mesa
e tinha alguém que não queria.
Não queria se esquecer.
Esquecer o quê, meu Deus?
O poema? O post-it? A mesa?
Eu não sei.
O que eu sei é que tinha.
Ah, tinha sim um poema.
Um poema num post-it,
colado na mesa do escritório,
sem data, sem destinatário e sem autor.
E, olha, tenho para mim, era um poema de amor.
Olá, esse é um poema que eu escrevi em um post-it e postei agora para nos lembrar de não esquecer de que esse blog é muito mais do que duas pessoas postando seus silêncios em palavras :P
A foto é minha também, só para vocês verem como realmente tinha um poema em um post-it. Até porque foi onde eu originalmente escrevi esse poema aqui postado - hahaha!
Estava com saudades daqui.
Até mais.
Alanna.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
BATALHA
Eu comigo mesmo contra mim!
Até quando esta batalha perdurará?
E quando tudo isto tiver seu fim
O que eu farei com tal paradoxo?
Terei finalmente eu me vencido
Ou perdido para mim?
E dos lados envolvidos em tal disputa
Qual estará certo?
Há um lado certo?
Todo ato gera um não ato
E cada escolha carrega em si uma renúncia
Quantas vezes mais eu terei que escolher
Entre ser e não ser
Partir e não partir
Insistir e desistir?
Permanecerei nesta batalha
Até que, talvez, já sem forças
Eu finalmente entenda
Que as respostas,
Pelo menos as mais valiosas,
Estão por aí,
Esperando para serem encontradas
Muito mais perto do que eu
Sequer posso supor!
(Moisés Wesley)
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Um Sonho Qualquer
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
PERSONALIDADE

Era uma vez uma pessoa desprovida de personalidade.
Um dia ela estava tão encapada com as idéias de outras pessoas.
Estava tão cheia de opinião dos outros e tão vazia de si mesma
Que quis fazer com os outros o que fizeram a ela.
Dizia a eles como cada um deveria ser,
Tentando viver sua personalidade na personalidade de outros!
Quem cuida da vida do próximo certamente acha que a vida é sua,
Sua personalidade se perdeu
E assim busca impô-la no rosto de outros!
(Moisés Wesley)
sábado, 5 de novembro de 2011
Segredos
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
ESTAÇÃO

Sentado no banco da estação do metrô
Observo a movimentação das pessoas
Quantas pessoas indo e quantas vindo
Quantos destinos diferentes
Rostos diferentes
Histórias diferentes
Vidas diferentes.
De todas essas pessoas
Sei tanto delas quanto elas sabem de mim:
Nada!
São muitos estilos, comportamentos
Como saberia?
Por diversas vezes me vi sozinho
E por isso tracei objetivos individuais
Mas agora, olhando essas pessoas,
Eu me pergunto:
Algum objetivo meu não estaria prejudicando
Um objetivo alheio?
Este meu objetivo é mesmo necessário?
É mais importante do que os objetivos
Dessas outras pessoas?
Será que elas me percebem como eu as percebo agora?
Será que me vêem sentado neste banco?
Será que elas pensam em relação a mim
Da mesma maneira que eu penso em relação a elas?
Só agora, depois de observá-las bem,
Percebi o quão cego eu estava
Como eu pude, diante de tantas pessoas,
Não me lembrar delas
E só me lembrar de mim?
Agora, sentado no banco da estação
Esqueço de mim
E me preocupo com elas
E como sinal que as percebo
Abro um sorriso
E como resposta eu recebo a indiferença.
Insisto em sorrir para cada pessoa que passa
E a resposta é a mesma
Ora, quem pode culpá-las?
Não as percebi durante muito tempo
Por que elas me perceberiam?
Uma criança me percebe
E com o sorriso mais doce
Faz valer o meu esforço
Para perceber e ser percebido.
Para minha surpresa ela se aproximou
E disse bem próximo ao meu ouvido:
“Eu sei o que você está fazendo,
Não desista, comigo acontece a mesma coisa,
Mas eu continuo a sorrir”
Sua mãe se aproxima e diz:
“Só me faltava essa,
Além de sorrir à toa
Ainda conversa sozinha”
E eu, sentado no banco da estação,
Continuo a sorrir...
(Moisés Wesley)





